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Mais de 80% das empresas do AC preveem demitir até 20 funcionários por conta da crise

Redação Folha do Acre

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Pesquisa da Acisa e Federacre ouviu 90 empresários do Acre entre os dias 1 e 2 de abril.

Uma pesquisa da Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa) e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Acre (Federacre) mostrou que 87,2% dos empresários acreanos preveem demitir até 20 funcionários por conta da crise causada pela pandemia de Covid-19.

Foram ouvidos 90 empresários dos setores do agronegócio, agricultura, pecuária, comércio, indústria e serviço do estado entre os dias 1 e 2 de abril.

Conforme a pesquisa, 60% dos empresários entrevistados têm faturamento acima de R$ 1 milhão por ano. Segundo os dados, 10,5% das empresas preveem a demissão de 30 a 50 funcionários.

O presidente da Acisa, Celestino Bento, disse que a ideia da pesquisa era tentar compreender a situação da economia e mostrar o impacto sofrido no mercado diante da pandemia.

Ele afirmou ainda que a prorrogação do decreto que suspende as atividades comerciais e serviços públicos vai afetar ainda mais a economia acreana. O governo prorrogou o decreto por mais 15 dias.

“Se a gente tinha dúvida, com essa prorrogação agora a certeza é absoluta de que isso vai afetar diretamente o emprego, algumas empresas dificilmente retornarão às suas atividades. Enfim, vai ser um colapso generalizado na economia do nosso estado. A gente tinha uma expectativa de 10% a 15% do aumento do desemprego no setor privado e agora passa aí para 30%, tranquilamente. Agora é tentar cuidar da saúde da empresa e infelizmente o trabalhador vai pagar essa conta também”, disse Bento.

Entre as medidas tomadas de forma imediata por conta da pandemia, 47,8% dos empresários responderam que deram férias coletivas aos funcionários, outros 47,8% adotaram ações de higienização de ambientes e adequações.

Ainda com relação às medidas, 22,2% implantaram o home office e 12,2% demitiram funcionários já no primeiro momento. A maioria dos empresários acredita que a crise vai durar 90 dias. Outros 26,1% acreditam que pode levar de 3 a 6 meses.

Os dados mostram que somente 4,3% consideram que sua empresa está preparada para a crise. Outros 32,6% acreditam que a empresa vai ter grandes dificuldade, mas passará pela crise.

Em relação às medidas econômicas anunciadas pelo governo do estado para tentar amenizar os impactos da pandemia, 48,9% dos empresários consideram ruins e que precisam ser revistas. Além disso, 35,9% consideram insuficientes e de pouco impacto.

O presidente da associação criticou as medidas publicadas pelo governo do estado no último dia 30 de março para minimizar os impactos econômicos causados pelo novo coronavírus.

No decreto, o governo estendeu por 60 dias prazos de contribuintes empresariais e suspendeu por 90 dias a práticas de alguns atos referentes a cobrança de ICMS. A medida porém, não exime as empresas do recolhimento do ICMS nos prazos estabelecidos.

“A pesquisa mostrou que essas medidas anunciadas pelo governo estadual e municipal não geraram nenhuma expectativa positiva para o empresariado. O governo foi muito amargo no primeiro decreto e não colocou medida nenhuma para aliviar o mercado. O mínimo que a gente esperava era que fossem prorrogados todos os tributos e impostos até a coisa dá uma aliviada”, reclamou o presidente.

Decreto governamental

No último dia 20 de março, o governador Gladson Cameli, determinou o fechamento de shoppings, bares, lanchonetes, restaurantes, centro culturais, igrejas, academias e outros estabelecimentos no estado.

Apenas supermercados, distribuidoras de água e gás, postos de combustíveis, mercados, farmácias, padarias e outros serviços essenciais podiam ficar abertos durante a pandemia.

Seis dias depois, dia 26, Cameli editou o decreto e incluiu alguns serviços na lista de prioridades. A medida foi tomada após reuniões entre o governador e representantes Acisa e da Federação das Indústrias do Acre (Fieac). A ideia era buscar um meio termo entre a saúde e a economia.

Na sexta-feira (3), o governo prorrogou por mais 15 dias o decreto que suspende atividades comerciais e o serviço público.

Além dos serviços essenciais, também podem funcionar os seguintes estabelecimentos:

transporte fluvial em balsas;
restaurantes localizados em rodovias;
oficinas localizadas em rodovias;
agropecuárias;
lavanderias;
borracharias;
call center;
chaveiros;
bancos e lotéricas;
construção civil;
hotéis, para os clientes já hospedados ou para novos, desde que no interesse da administração pública;
funerária;
telecomunicações e manutenção de redes elétricas e de telefonia e internet;
Com prévio agendamento do cliente e redução do número de funcionários no local, as empresas dos seguintes ramos também vão poder voltar ao funcionamento;
óticas;
concessionárias de veículos;
oficinas mecânicas urbanas;
pet shops.

G1

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