O vereador João Marcos Luz (MDB) subiu à tribuna nesta quinta-feira, 06 de fevereiro, para reafirmar o motivo de não assinar o ofício encaminhado pelos vereadores ao Governo do Estado para que o governador Gladson Cameli solicite a intervenção federal ao Presidente da República. O mdebista disse que as medidas para melhorar a Segurança Pública já estão sendo debatidas com o ministro Sérgio Moro, que realizará estudos para resolver a situação.
“A preocupação quanto à insegurança que estamos vivendo é de todos. Todavia, o ofício que encaminharam ao governador para pedir ao Governo Federal intervenção no nosso estado, eu, particularmente, não sou a favor. Isto é um assunto complexo. O Governador tem que pedir ao presidente, e o Congresso Nacional tem que aprovar. Sou morador do Tancredo Neves, região periférica, sei da nossa realidade. As pessoas esperam das autoridades alguma coisa. Não podemos alimentar o medo e o desespero das pessoas. Temos que ser pacificadores. O governador esteve com o ministro Sérgio Moro, que disse que é preciso fazer um estudo”, frisou.
No decorrer do seu discurso, Luz seguiu firme com a sua posição de não assinar o documento solicitando intervenção federal e afirmou que o PT politizou a Segurança Pública nos 20 anos governando o Acre.
“O governador vai ser reunir novamente com o Ministério Público, com o Tribunal de Justiça e outras instituições. Não cabe intervenção federal. Não tem que ficar se incomodando até com a respiração do governador. Não adianta comparar com a época do Marrosa, do Esquadrão da Morte. Hoje são duas facções grandes que, inclusive, estão em grande parte da América Latina. Quem alimenta as facções? A própria sociedade. O cidadão que é exemplo de dia depois vai comprar pó. As instituições precisam se unir. Não é trazendo um simples papel que vai resolver. Conhece algum lugar do mundo onde acabaram o tráfico de drogas? Acredito na força do Estado. O Estado não pode ser menor, não pode ser mais lento. Precisamos de alguma forma tranquilizar o cidadão do Acre. A Segurança Pública foi politizada na época do PT, por isso temos muita dificuldade hoje. Não podemos repetir. A esquerda passou 20 anos sugando o Estado”, concluiu. (Assessoria)
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