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Política

Coronavírus: países retiram seus cidadãos da China; Brasil se nega a fazer o mesmo

Anderson Bodanese

Publicado

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Estados Unidos, Japão, Alemanha e Itália são alguns dos países que já começaram ou vão começar a retirar seus cidadãos de Wuhan, na China, por causa do novo coronavírus, informou a imprensa internacional nesta quarta-feira (29).

Na terça-feira (28), o embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, afirmou que “não é possível” retirar brasileiros de área com coronavírus, porque a China não autorizou voos de evacuação da província de Hubei, cuja capital é Wuhan e onde há mais casos da doença.

A doença já deixou 132 mortos, segundo o último balanço do jornal “The Guardian”, e tem 5.974 casos confirmados na China.

Veja, abaixo, como estão os esforços de cada país para retirar seus cidadãos das áreas afetadas:

Alemanha

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, disse por volta de 9h (horário de Brasília) desta quarta (29) que espera ter um acordo para a retirada de cidadãos alemães nas próximas horas, segundo a Reuters. O governo alemão quer enviar seus cidadãos a Frankfurt, no estado de Hesse.

“Estamos em contato próximo com autoridades de Hesse para chegar a uma solução entre o governo federal e as autoridades de lá, e eu presumo que vamos ter êxito nas próximas horas, para que o avião possa decolar logo”, disse Spahn a jornalistas.

Inicialmente, a Reuters havia informado que a retirada de alemães começaria nas próximas horas, mas, depois, o ministério de Relações Exteriores alemão afirmou que um voo da força aérea alemã para retirar seus cidadãos da China está planejado para os próximos dias. Segundo o ministério da Saúde, há um período de quarentena planejado para essas pessoas.

Austrália

O governo australiano disse nesta quarta (29) que ajudaria cidadãos isolados ou vulneráveis a deixar a província de Hubei e os deixaria em quarentena na Ilha do Natal, um território da Austrália no Oceano Índico que também tem um centro de detenção para pessoas que buscam asilo no país.

Estados Unidos

O Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) americano anunciou, nesta quarta-feira (29), que cerca de 210 cidadãos dos Estados Unidos serão retirados de Wuhan e levados de volta ao país pela Califórnia, onde serão examinados várias vezes ao chegar.

Segundo o “The Guardian”, cerca de 240 cidadãos americanos chegaram em Anchorage, no estado do Alaska, onde seriam testados para o vírus antes de seguir para o sul da Califórnia. Não ficou claro se os cidadãos que chegaram ao Alaska incluem aqueles que seriam retirados de Wuhan segundo o CDC.

Itália

O ministério de Relações Exteriores italiano anunciou, nesta quarta (29), que cerca de 50 cidadãos do país serão retirados de Wuhan na quinta (30), segundo a Reuters.

Japão

Um avião fretado pelo governo japonês levou 206 cidadãos do país de Wuhan até Tóquio na manhã desta quarta (29), informou o jornal britânico “The Guardian”.

Autoridades disseram que 4 dos passageiros – uma mulher e três homens – tinham tosse e febre, e foram levados a um hospital em ambulâncias separadas para tratamento e mais exames. 2 dos 4 apresentaram sintomas de pneumonia após exames, mas nenhum diagnóstico de coronavírus foi confirmado, segundo representantes do hospital.

Cerca de 650 cidadãos japoneses na região de Wuhan já disseram que querem ir para casa. Relatos citados pelo “The Guardian” dizem que um segundo avião deve deixar Tóquio em direção à China na noite desta quarta, e voos adicionais estão sendo planejados.

Reino Unido

Segundo o “The Guardian”, o Reino Unido está finalizando planos pra retirar seus cidadãos de Wuhan e das redondezas. A União Europeia vai retirar seus cidadãos usando aviões franceses ainda nesta semana, e a Coreia do Sul tinha planos de fazer o mesmo, de acordo com o jornal.

G1

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